Respeito aos Pais |
Por Yaakov Lieder
Deve ser recíproco Infelizmente, hoje em dia são poucas as crianças que obedecem ou respeitam os pais devidamente. Um pouco (ou muito), pode se dizer, os próprios pais são culpados. Vivemos numa época onde cada um quer as coisas para si e poucos pensam no próximo. Muitos filhos crescem em lares onde os pais fazem tudo para eles, sem exigir absolutamente nada em troca. As crianças entendem com isso que não há limites e de repente começam a exigir mais e mais, como se fossem os donos do lar. Nenhum pai (ou mãe) faz nenhum favor a seus filhos ao tratá-los como príncipes, cumprindo cada desejo deles. Uma criança deve ter a obrigação de ajudar no serviço do lar, fazendo algo para os pais como trazer um simples copo de água ou chá; ajudar no preparo dos alimentos, nas compras, etc. Uma criança deve ouvir a palavra "não", mas não um "não" que vai ser desprezado. Um "não" que realmente significa "não". Isto é possível somente quando o "não" não torna-se constante, nem é usado para tudo. É possível usar "sim" em vez de "não" como por exemplo quando a criança quer um biscoito (e é antes do almoço) ou quer dormir na casa de um amigo (e você acha que indo dormir tarde não conseguirá acordar em tempo no dia seguinte), em vez de dizer "não", deve-se dizer "sim, depois do almoço" ou "sim, no final de semana", etc. Ao passo que a criança vai crescendo, se ela sabe que os pais são a única autoridade no lar e não os filhos, irá respeitar e obedecê-los. Mas se desde pequena tudo que ela quer ela ganha, como terá limites? E quando não querem deixar-lhe fazer o que quer, começa a responder e falar sem respeito - isto se chama "chutspá" (ousadia). Uma criança que fala com os pais desta forma deve ser interrompida imediatamente! Ela tem um dever, uma mitsvá, de respeitar os pais, e nós temos um dever, uma mitsvá, de ensinar este respeito. Faz parte das obrigações dos pais de educar que vai além de proporcionar os meios para seus estudos. A criança que fala em voz alta com seus pais deve-se firmemente dizer a ela para repetir a mesma coisa em tom de voz normal e com educação. Lógico que se os pais falam assim não dá para exigir mais nada. Primeiro temos que ser um exemplo! Se a criança prossegue com desrespeito, deve-se pedir para ela se retirar até se acalmar e sugerir que ela aproveite o "brake" para treinar como falar com os pais. Isto não é fácil e portanto muitos pais desistem e se entregam, realizando os desejos das crianças. Mas não fazemos nenhum favor para nossos filhos agindo desta maneira. Se for necessário, pode-se mostrar para os filhos os versículos da Torá que falam do respeito e temor (reverência) devidos aos pais - duas vezes nos Dez Mandamentos (Êxodo 20:12 e Deut. 5:16 e mais uma vez em Levítico 19:3). Pode-se estudar com os filhos mais sobre este assunto do Código da Lei Judaica ou nas obras de Maimônides e outros grandes sábios. Nós temos que fazer a nossa parte. O resto está na mão de D'us. Ainda sobre kibud Av Vaem, o respeito dos filhos a seus pais, um filho é obrigado a dar respeito mesmo se não recebe nada dos pais, pois a mitsvá de respeitar os pais não é para retribuir tudo que fizeram por nós, mas simplesmente pelo fato de ser seu pai ou sua mãe, mesmo que não tenham praticado nada em prol de seu filho, mesmo assim merecem seu respeito. Isto se aprende do fato que respeitar os pais é uma das poucas leis que o povo judeu recebeu ainda antes da Outorga da Torá e antes dos Dez Mandamentos. Foi logo na saída de Egito. O motivo foi para transmitir esta idéia que o respeito pelos pais não depende de nenhum favor que fazem por nós, pois lá no deserto os pais não fizeram praticamente nada pelos filhos - a comida caía dos céus em forma de maná; a bebida fluía de uma rocha que acompanhou o povo; as roupas cresciam junto com as crianças e eram arejadas e renovadas constantemente pelas nuvens Divinas que cercaram o acampamento durante os 40 anos de peregrinação. Em nenhum lugar a Torá fala sobre obedecer os pais, somente respeitar. Em outras palavras, a Torá permite e às vezes obriga um filho a desobedecer (por exemplo, se os pais não o deixam cumprir as leis da Torá, pois neste caso, os pais também têm que obedecer a ordem Divina), porém nunca a desrespeitar os pais. Respeito aos pais inclui: levantar-se quando o pai entra, não sentar em seu lugar, cuidar de suas necessidades básicas como alimentá-lo, vesti-lo, não contrariar ou dizer que está errado, etc. Respeito dos pais para com seus filhos Assim como se deve respeitar qualquer ser humano, o mesmo se aplica a nossos filhos - eles também são seres humanos. Às vezes esquecemos deste ponto e chamamos a atenção dos filhos ou brigamos com eles ou até rebaixamos ou castigamos eles na frente de amigos ou vizinhos. Isto é realmente uma falta de respeito para com os filhos. Sempre que nos achamos no direito de criticar um filho (e é bom pensar antes se a critica é absolutamente necessária, se vai surtir efeito, se não seria melhor elogiar um ato positivo desta criança ou de outra que está fazendo o que é certo no momento; se depois de tudo isso, os pais ainda acham que deveriam criticar algum ato) é bom lembrar que deve ser feito entre quatro olhos - justamente para manter o respeito. Filhos aprendem mais através de exemplos do que com instruções e palavras. Um filho que recebe respeito também o saberá dar. |
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Como posso conduzir meu filho a caminhos errados?
Como posso conduzir meu filho a caminhos errados?
- Desde pequeno, dê ao seu filho tudo que ele deseja.
- Ache graça quando seu filho disser palavrões, pois assim ele ficará convencido da sua originalidade.
- Não lhe dê orientação espiritual. Espere que ele mesmo escolha "sua religião" depois dos 21 anos de idade.
- Nunca lhe diga que ele fez algo errado, pois isso poderia deixá-lo com complexo de culpa.
- Deixe que seu filho leia o que quiser... A louça deve ser esterilizada, mas o espírito dele pode ser alimentado com lixo.
- Arrume pacientemente tudo que ele deixar jogado: livros, sapatos, meias. Coloque tudo em seu lugar. Assim ele se acostumará a transferir a responsabilidade sempre para os outros.
- Discuta freqüentemente diante dele, para que mais tarde ele não fique chocado quando a família se desestruturar.
- Dê-lhe tudo em comida, bebida e conforto que o coração dele desejar. Leia cada desejo nos seus olhos! Recusas poderiam ter perigosas frustrações por conseqüência.
- Defenda-o sempre contra os vizinhos, professores e a polícia; todos têm algo contra seu filho!
- Prepare-se para uma vida sem alegrias – pois é exatamente isso que o espera!
VINTE CONSELHOS EFICAZES NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS
Todos nós sabemos como é importante ter uma boa e sólida relação com nossos filhos. Esta é a porta principal que nos permite navegar por suas personalidades e compreendê-los melhor e que nos leva a ter uma família estável e melhor. A seguir, damos 20 conselhos simples e eficazes que ajudarão no desenvolvimento de uma relação excelente com nossos filhos.
1. Destine um tempo para cada um de seus filhos. Almoce com um deles, caminhe com o outro, ou mesmo saia com cada um deles separadamente. É importante que você faça com que cada um dos filhos se sinta amado individualmente, sem comparação com os irmãos. Se eles se sentirem comparados, tentarão competir pela atenção dos pais; neste caso, um ou mais deles poderia isolar-se e se sentir inseguro sem que você saiba disto!
2. Ajude-os a construir a autoconfiança, estimulando-os e apreciando cada esforço e não só os resultados do esforço como, infelizmente, muitos de nós fazemos.
3. Comemore suas conquistas diárias, como por exemplo, um almoço especial porque seu filho entrou para o time de futebol ou porque sua filha teve boas notas nos exames. Isto fará com que cada um deles sinta que você está interessado em suas vidas e conquistas. Nunca seja assim apenas com um deles mesmo que os outros não consigam nada. Se você procurar bem sempre encontrará alguma conquista dentro deles. Certifique-se de que você aja simbolicamente para que eles não se rivalizem agressivamente em lugar de serem felizes com as conquistas dos outros.
4. Ensine seus filhos a pensarem positivamente. Assim, em vez de se queixar que seu filho voltou sujo da escola e se sentou para almoçar sem lavar as mãos, diga-lhe: “Parece que você se divertiu hoje na escola”.
5. Pegue o álbum de fotografias de seus filhos de quando eram bem pequenos e conte-lhes algumas histórias desta época de suas vidas e que eles não se lembram.
6. Fale de algumas coisas que você aprendeu com eles e lembre-lhes de como eles o ajudaram.
7. Diga-lhes como é maravilhoso ser pai deles e como você aprecia vê-los crescer.
8. Faça com que seus filhos escolham suas próprias roupas. Agindo assim, você estará demonstrando como respeita a decisão deles.
9. Interaja com seus filhos quando estiver brincando com eles, como, por exemplo, suje suas mãos com barro ou aquarela, etc.
10. Conheça a carga horária escolar de seus filhos, seus professores e amigos para que você não pergunte a eles quando voltam da escola: “o que você fez hoje?” e sim: “então, o que seu amigo (dizer o nome do amigo) fez hoje ou o que o seu professor disse a você?” Isto fará com que as crianças sintam que você conhece suas vidas em detalhe e que você se importa com eles.
11. Quando seu filho pedir alguma coisa, não fale com ele/ela enquanto você estiver ocupado com alguma coisa, como quando as mães falam com os filhos enquanto estão cozinhando ou vendo TV, mas dê a eles total atenção e olhe direto em seus olhos quando estiverem falando com você.
12. Almoce com sua família pelo menos uma vez por semana e discuta com todos as questões da última semana. Lembre-se de não só ouvir mas, também tentar participar, contando-lhes alguma coisa que lhe tenha acontecido na última semana também.
13. Escreva palavras amorosas e encorajadoras, orações e até piadas em pequenos pedaços de papel para seus filhos e coloque-os próximo à cama deles ou em suas mochilas se você sai mais cedo do que eles. Isto fará com que sintam que você pensa neles todo o tempo.
14. Faça seus filhos ouvirem você enquanto estiverem em outro cômodo da casa. Diga alto o quanto você os ama e como você se orgulha deles.
15. Quando seus filhos fizerem suas pinturas, coloque-as em um canto especial da casa e faça com que sintam o orgulho que você sente deles.
16. Não trate seus filhos da mesma forma que você foi tratado por seus pais, o que poderia destruí-los psicologicamente.
17. Quando seu filho fizer algo errado, em vez de censura-lo “Você fez isto errado” diga “Por que você fez isso assim?” e ensine a ele a forma correta.
18. Crie uma senha ou símbolo que mostre seu amor por cada um de seus filhos e certifique-se de que ninguém mais tenha conhecimento disto.
19. Tente começar um novo dia sempre que o sol se levantar e se esqueça de todos os erros passados como se cada novo dia trouxesse uma nova oportunidade de amar seus filhos mais do que antes e descubra novos dons neles.
20. Beije seus filhos todos os dias, abrace-os e diga-lhes que você os ama. Independente do número de vezes que você faça isto, eles sempre precisarão saber de sua paixão por eles em cada etapa da vida deles. Mesmo quando forem adultos ou quando se casarem e tiverem seus próprios filhos.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Educação dos pais e educação da escola.
A responsabilidade da escola nos
tempos atuais é preparar o aluno para uma visão ordenada do universo, onde o
educando possa encontrar seu lugar no mundo. Sabemos que a juventude é o tempo
de uma descoberta intensa do próprio eu e do próprio projeto de vida.
Atualmente, quando falamos em projeto, pensamos logo em: busca de algo para se
realizar. O mundo mudou e continua em processo de mudança. Observe os valores
políticos, estéticos, éticos, religiosos, econômicos, de antes e de agora. Você
irá perceber que esses valores ganharam nova hierarquia na escala de vaores na
sociedade em que vivemos.
Lugar no mundo
A família também mudou. Mudou porque
os valores mudaram. É preciso enxergarmos isso e aceitar com honestidade e
humildade. Entretanto, não podemos deixar que se percam os valores que
fortalecem a família: o altruísmo, o diálogo, o respeito mútuo, a convivência,
a responsabilidade de cada membro e o trabalho no interior do lar. É
fundamental que a família tenha consciência de qual é o lugar do jovem no mundo
e na sociedade, que projeto de vida construir para este jovem.
Como educadora, tenho consciência de
qual é o "meu lugar no mundo". É nessa passagem, às vezes confusa,
que o jovem se descobre incompleto, inseguro e necessitado de modelos que
tenham como característica básica e coêrencia de vida, onde entram os exemplos
de união e respeito da família e a competência da escola para que esse jovem
possa encontrar-se com um conjunto de convicções e de uma experiência de vida
fundamental em seu processo educativo.
A escola, hoje, não pode viver
isolada, achando que todos cumprem o seu papel. A escola, antes, é o espaço
problematizador, criador, mediador. Ela está mais próxima da família que
estabelece como parceria, dividindo responsabilidades.
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É nesse encontro: escola - aluno -
família, que se pode construir uma relação de troca, de complementariedade que
possibilita a todos educar e serem educados. Quando isso acontece, o alunoque
está sendo educado também passa a ser educador. Além disso, o educador deve ser
cidadão consciente, possuindo uma visão crítica do mundo (ou de si), para poder
propor situações de aprendizagem para a vida, com base em prícipios e valores
9éticos, morais e religiosos).
Os jovens talvez pensem tanto na
família que têm hoje, quanto naquela que irão construir um dia. Possivelmente
há algumas esperanças de seus pais que gostariam de realizar outros planos,
talvez não combinem tanto com o que os esperam: caminhos indicados pelo seu
próprio jeito de ser; pode-se até achar que tal perfeição é querer demais,
porém, seus sonhos apontam a direção do que você gostaria de construir.
*Samara do Nascimento Salvador
Lourenço Paiva
Professora e supervisora pedagógica - RN
Professora e supervisora pedagógica - RN
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