A responsabilidade da escola nos
tempos atuais é preparar o aluno para uma visão ordenada do universo, onde o
educando possa encontrar seu lugar no mundo. Sabemos que a juventude é o tempo
de uma descoberta intensa do próprio eu e do próprio projeto de vida.
Atualmente, quando falamos em projeto, pensamos logo em: busca de algo para se
realizar. O mundo mudou e continua em processo de mudança. Observe os valores
políticos, estéticos, éticos, religiosos, econômicos, de antes e de agora. Você
irá perceber que esses valores ganharam nova hierarquia na escala de vaores na
sociedade em que vivemos.
Lugar no mundo
A família também mudou. Mudou porque
os valores mudaram. É preciso enxergarmos isso e aceitar com honestidade e
humildade. Entretanto, não podemos deixar que se percam os valores que
fortalecem a família: o altruísmo, o diálogo, o respeito mútuo, a convivência,
a responsabilidade de cada membro e o trabalho no interior do lar. É
fundamental que a família tenha consciência de qual é o lugar do jovem no mundo
e na sociedade, que projeto de vida construir para este jovem.
Como educadora, tenho consciência de
qual é o "meu lugar no mundo". É nessa passagem, às vezes confusa,
que o jovem se descobre incompleto, inseguro e necessitado de modelos que
tenham como característica básica e coêrencia de vida, onde entram os exemplos
de união e respeito da família e a competência da escola para que esse jovem
possa encontrar-se com um conjunto de convicções e de uma experiência de vida
fundamental em seu processo educativo.
A escola, hoje, não pode viver
isolada, achando que todos cumprem o seu papel. A escola, antes, é o espaço
problematizador, criador, mediador. Ela está mais próxima da família que
estabelece como parceria, dividindo responsabilidades.
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É nesse encontro: escola - aluno -
família, que se pode construir uma relação de troca, de complementariedade que
possibilita a todos educar e serem educados. Quando isso acontece, o alunoque
está sendo educado também passa a ser educador. Além disso, o educador deve ser
cidadão consciente, possuindo uma visão crítica do mundo (ou de si), para poder
propor situações de aprendizagem para a vida, com base em prícipios e valores
9éticos, morais e religiosos).
Os jovens talvez pensem tanto na
família que têm hoje, quanto naquela que irão construir um dia. Possivelmente
há algumas esperanças de seus pais que gostariam de realizar outros planos,
talvez não combinem tanto com o que os esperam: caminhos indicados pelo seu
próprio jeito de ser; pode-se até achar que tal perfeição é querer demais,
porém, seus sonhos apontam a direção do que você gostaria de construir.
*Samara do Nascimento Salvador
Lourenço Paiva
Professora e supervisora pedagógica - RN
Professora e supervisora pedagógica - RN
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